sábado, 28 de setembro de 2013

Vida de Santos Dumont


Para quase todos os brasileiros, o dia 20 de julho não passa de mais um dia comum. A data, no entanto, deveria ser reverenciada como um dos grandes momentos da nossa história. Nesse dia comemora-se o aniversário do maior e mais consagrado cientista brasileiro de todos os tempos. Em 20 de julho de 1873 nascia Alberto Santos Dumont, 'um mineiro que ousou voar como os pássaros e teve o desplante de realizar seu sonho aos olhos de todo o mundo. Nada de vôos secretos, numa praia deserta da Carolina do Norte, sem documentação imparcial, como fizeram os irmãos Wright
. Não. Santos Dumont 'matou a cobra', repetidamente, para o delírio do povo de Paris, que testemunhou a audácia, a coragem e o jeitinho brasileiro de fazer ciência', como afirmou o pesquisador disse Miguel A.L.Nicolelis.

Em 19 de outubro de 1901, a bordo do seu dirigível número 6, Santos Dumont contornou a torre Eiffel e retornou ao seu ponto de partida, no campo de Saint-Cloud, em menos de 30 minutos. Demonstrava-se assim a possibilidade de controlar o vôo e de impor a vontade humana à máquina. Mas foi em 23 de outubro de 1906, em Campo de Bagatelle, em Paris, quando o 14-Bis voou por mais de 50 metros a uma altura de 2 metros, que Alberto Santos Dumont garantiu para si um prêmio e um lugar na história. O mineiro voou depois dos Irmãos Wright, sim, mas os americanos usaram, em 1903, uma catapulta e um biplano e não conseguiam 'pilotar', apenas planavam.

Nascido em 20 de julho de 1873, em Palmeira (mais tarde rebatizada com o nome de seu filho mais ilustre), região da Zona da Mata mineira, passou a infância em Minas Gerais, cercado pelas obras de Júlio Verne - que lhe deu, literalmente, asas à imaginação - e pelas narrativas históricas dos primeiros vôos em balões. O sexto de 10 filhos de um rico empreiteiro e fazendeiro de café chamado Henrique Dumont, desde jovem desenvolveu o seu lado inventor a partir das muitas e modernas máquinas utilizadas nos trabalhos com os cafezais. Completando o estudo em bons colégios de São Paulo, quando a família já morava em Ribeirão Preto, e após formar-se na Universidade do Rio de Janeiro, o rapaz provinciano, de estatura baixa e corpo franzino, muda-se para Paris (França) em 1891, aos 18 anos, com o intuito de desenvolver seus principais projetos. Lá, estudou física, química, mecânica e eletricidade, e especializou-se em aeronáutica após sua primeira experiência com balões. Desde jovem, Santos Dumont tinha duas obsessões em mente: a primeira era voar; a segunda, alcançar a fama.

Em 1898 seu primeiro balão (o Balão Brasil), voou sobre os céus de Paris. Seu próximo passo foi construir um veículo voador que fosse dirigível. O inventor acoplou um pequeno motor a gasolina e voilà , seu invento funcionou. Na tentativa de aprimorar a sua máquina de voar, sofreu alguns acidentes, chegando a admitir que, em alguns deles, fora 'salvo por milagre'.
O primeiro grande feito do brasileiro, que lhe valeu o reconhecimento e os elogios de personalidades como o inventor Thomas Edison, foi a ousada circunavegação da Torre Eiffel, em 1901, com seu dirigível nº 06. Era a primeira pessoa a dirigir um veículo aéreo num percurso previamente determinado - um avanço para a aviação comparável ao arranque automático, em 1911, para a indústria automobilística, que abriu caminho para a produção de carros em massa. Pelo feito na Torre Eiffel, recebeu o prêmio de 100 mil francos do Deutsch de La Meurthe, o maior importador de petróleo da França, e distribuiu o dinheiro entre seus mecânicos e os desempregados de Paris. Pelo 14-Bis, em 1903, que o tornou o primeiro homem a voar com uma máquina autopropulsionada e mais pesada que o ar, recebeu o prêmio Archdeacon, de 3 mil francos.

Durante 10 anos, Santos Dumont construiu 20 balões e aeroplanos, voou em todos eles e submeteu-se a todos os tipos de tensão e de descargas elétricas. Seu último vôo foi com o Demoiselle (donzela, em francês), o seu avião de nº 20, uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu, semelhante aos ultraleves de hoje.
No fim de sua vida, Santos Dumont sofria de duas graves doenças, depressão crônica e esclerose múltipla. Com a saúde cada vez mais debilitada e vendo o seu invento ser cada vez mais utilizado como arma de guerra, começou a ter progressivas crises de depressão. Humanitário e pacifista, testemunhou com grande desgosto a capacidade de destruição dos aviões durante a Primeira Guerra Mundial. Os aviões, já então eficientes armas de guerra, tinham criado mitos, como o alemão Manfred Von Richtofen, o Barão Vermelho, na Primeira Guerra. A consagração dos irmãos Wright foi outro motivo de contrariedade. À medida em que o século XX intensificava sua escalada de violência, Santos Dumont se recolhia a seus estudos e aos discursos pela paz, tornando-se cada vez mais recluso e irascível.
Para quase todos os brasileiros, o dia 20 de julho não passa de mais um dia comum. A data, no entanto, deveria ser reverenciada como um dos grandes momentos da nossa história. Nesse dia comemora-se o aniversário do maior e mais consagrado cientista brasileiro de todos os tempos. Em 20 de julho de 1873 nascia Alberto Santos Dumont, 'um mineiro que ousou voar como os pássaros e teve o desplante de realizar seu sonho aos olhos de todo o mundo. Nada de vôos secretos, numa praia deserta da Carolina do Norte, sem documentação imparcial, como fizeram os irmãos Wright. Não. Santos Dumont 'matou a cobra', repetidamente, para o delírio do povo de Paris, que testemunhou a audácia, a coragem e o jeitinho brasileiro de fazer ciência', como afirmou o pesquisador disse Miguel A.L.Nicolelis.

Em 19 de outubro de 1901, a bordo do seu dirigível número 6, Santos Dumont contornou a torre Eiffel e retornou ao seu ponto de partida, no campo de Saint-Cloud, em menos de 30 minutos. Demonstrava-se assim a possibilidade de controlar o vôo e de impor a vontade humana à máquina. Mas foi em 23 de outubro de 1906, em Campo de Bagatelle, em Paris, quando o 14-Bis voou por mais de 50 metros a uma altura de 2 metros, que Alberto Santos Dumont garantiu para si um prêmio e um lugar na história. O mineiro voou depois dos Irmãos Wright, sim, mas os americanos usaram, em 1903, uma catapulta e um biplano e não conseguiam 'pilotar', apenas planavam.
Nascido em 20 de julho de 1873, em Palmeira (mais tarde rebatizada com o nome de seu filho mais ilustre), região da Zona da Mata mineira, passou a infância em Minas Gerais, cercado pelas obras de Júlio Verne - que lhe deu, literalmente, asas à imaginação - e pelas narrativas históricas dos primeiros vôos em balões. O sexto de 10 filhos de um rico empreiteiro e fazendeiro de café chamado Henrique Dumont, desde jovem desenvolveu o seu lado inventor a partir das muitas e modernas máquinas utilizadas nos trabalhos com os cafezais. Completando o estudo em bons colégios de São Paulo, quando a família já morava em Ribeirão Preto, e após formar-se na Universidade do Rio de Janeiro, o rapaz provinciano, de estatura baixa e corpo franzino, muda-se para Paris (França) em 1891, aos 18 anos, com o intuito de desenvolver seus principais projetos. Lá, estudou física, química, mecânica e eletricidade, e especializou-se em aeronáutica após sua primeira experiência com balões. Desde jovem, Santos Dumont tinha duas obsessões em mente: a primeira era voar; a segunda, alcançar a fama.

Em 1898 seu primeiro balão (o Balão Brasil), voou sobre os céus de Paris. Seu próximo passo foi construir um veículo voador que fosse dirigível. O inventor acoplou um pequeno motor a gasolina e voilà , seu invento funcionou. Na tentativa de aprimorar a sua máquina de voar, sofreu alguns acidentes, chegando a admitir que, em alguns deles, fora 'salvo por milagre'.
O primeiro grande feito do brasileiro, que lhe valeu o reconhecimento e os elogios de personalidades como o inventor Thomas Edison, foi a ousada circunavegação da Torre Eiffel, em 1901, com seu dirigível nº 06. Era a primeira pessoa a dirigir um veículo aéreo num percurso previamente determinado - um avanço para a aviação comparável ao arranque automático, em 1911, para a indústria automobilística, que abriu caminho para a produção de carros em massa. Pelo feito na Torre Eiffel, recebeu o prêmio de 100 mil francos do Deutsch de La Meurthe, o maior importador de petróleo da França, e distribuiu o dinheiro entre seus mecânicos e os desempregados de Paris. Pelo 14-Bis, em 1903, que o tornou o primeiro homem a voar com uma máquina autopropulsionada e mais pesada que o ar, recebeu o prêmio Archdeacon, de 3 mil francos.

Durante 10 anos, Santos Dumont construiu 20 balões e aeroplanos, voou em todos eles e submeteu-se a todos os tipos de tensão e de descargas elétricas. Seu último vôo foi com o Demoiselle (donzela, em francês), o seu avião de nº 20, uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu, semelhante aos ultraleves de hoje.
No fim de sua vida, Santos Dumont sofria de duas graves doenças, depressão crônica e esclerose múltipla. Com a saúde cada vez mais debilitada e vendo o seu invento ser cada vez mais utilizado como arma de guerra, começou a ter progressivas crises de depressão. Humanitário e pacifista, testemunhou com grande desgosto a capacidade de destruição dos aviões durante a Primeira Guerra Mundial. Os aviões, já então eficientes armas de guerra, tinham criado mitos, como o alemão Manfred Von Richtofen, o Barão Vermelho, na Primeira Guerra. A consagração dos irmãos Wright foi outro motivo de contrariedade. À medida em que o século XX intensificava sua escalada de violência, Santos Dumont se recolhia a seus estudos e aos discursos pela paz, tornando-se cada vez mais recluso e irascível.



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